Mas que boca seca, eu não consigo nem mexer,
é todo dia igual e eu não paro de beber.
Saio fim de tarde, rumo ao bar,
sem um puto na carteira, eu vou fugir e não vou pagar.
Com o meu dom da lábia e sem fugir do tom,
eu quero meu whisky e o rock é do bom.
A noite inteira e eu não vou parar,
quem é essa morena no balcão do bar?
Novas pessoas, velhos grandes amigos,
com um rock que agita eu quero ver se ela grita,
na minha casa toda nua.
Saimos do bar sob a luz da lua
Mas que noite, psicodelia,
foi uma trepada da noite ao dia.
Mas ela foi embora e eu não sei seu nome,
tem um guardanapo com seu telefone.
Mas que merda, acho que fui enganado,
o telefone não existe ou tá sempre desligado.
Agora quando lembro me bate uma tristeza,
vou sempre no bar pra ver se ela chega.

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